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Data & Hora

  • 31 janeiro a 10 maio 2026

Local

  • Museu de Arte e Colecionismo de Cantanhede, Cantanhede
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Descrição

O Museu de Arte e do Colecionismo de Cantanhede acolhe a exposição Maria Amélia Magalhães Carneiro - Pintora da Aldeia Portuguesa, cuja inauguração terá lugar na Sala de Exposições Temporárias, no próximo sábado, 31 de janeiro, às 16h30.

Esta exposição retrospetiva reúne cerca de cento e cinquenta obras, revelando a sensibilidade naturalista da pintora e o seu olhar singular sobre as paisagens e vivências de várias regiões do país, com especial destaque para a Pocariça, Cadima e Varziela. O conjunto constitui um notável retrato antropológico do concelho na primeira metade do século XX.

A concretização desta antologia só foi possível graças ao generoso contributo de colecionadores de todo o país e ao empenho da família da artista, que participou ativamente no comissariado da exposição. Após a inauguração, será servido um Cantanhede de Honra, em momento de convívio com os convidados. A exposição estará patente ao público até 10 de maio.


Esta será mais uma iniciativa incluída na programação da quarta edição do projeto cultural “Gente da Nossa Terra” dedicada a Maria Amélia Magalhães Carneiro que contempla múltiplos eventos pluri-disciplinares, realizados, em fevereiro e março deste ano, em vários pontos do concelho de Cantanhede e fora deste, com o propósito de proporcionar ao público de diversas gerações e contextos o apreciar dos saberes e das diferentes perspetivas sobre o legado desta figura histórica-artística, reforçando a sua atualidade e promovendo o seu reconhecimento local, regional, nacional e internacional.

Para o efeito, o Município de Cantanhede tem como parceiros diversas entidades e agentes culturais da região, para além das juntas de freguesia, serviços do município e outras autarquias, com abordagens nas áreas de cultura, património, educação, turismo, etnografia, associativismo, música, ação social, novas tecnologias, recursos naturais, desporto, entre outras, procurando abranger várias gerações da comunidade.

Recorde-se que Maria Amélia de Magalhães Carneiro (1883-1970) se destacou como artista plástica, pintora da aldeia portuguesa, tendo encontrado no mundo rural os temas que mais a fascinaram – as gentes, os interiores, as paisagens, a faina agrícola. No concelho de Cantanhede, onde residiu durante de 1913 a 1941, retratou, com pintura ao ar livre, especialmente as aldeias gandaresas, focando-se nos rostos, trajes típicos, interiores das casas rústicas e seus pátios, paisagens, caminhos, campos, eiras e faina agrícola. Vários locais de Pocariça, Cadima e Varziela inspiraram uma parte substancial das suas telas, pintadas a óleo ou desenhadas carvão e sanguínea. Dedicou-se também ao ensino artístico, organizando cursos de desenho e pintura na Pocariça, Cantanhede e Coimbra, ensinando cerca de 70 alunos, entre os quais o escritor Carlos de Oliveira e as pintoras Maria Augusta Almeida Galvão e Maria da Conceição Duarte Reis. A sua casa-ateliê foi, de facto, a primeira escola de arte do concelho de Cantanhede. Formada na estética naturalista, no atelier-curso de Júlio Costa e na Academia Portuense de Belas Artes, no Porto, tendo sido uma das primeiras mulheres a frequentar esta instituição, participou com destaque, entre 1910 e 1960, em várias exposições individuais e coletivas em vários pontos do país. O seu legado artístico e pedagógico é particularmente relevante para o concelho Cantanhede, onde foi homenageada com uma exposição em 2003 e com a atribuição do seu nome a uma rua da cidade no ano seguinte.


Contactos

  • Promotor: Município de Cantanhede